Dia do Empreendedorismo Feminino

EmpreendedorismofemininoO Women’s Entrepreneurship Day (Dia do Empreendedorismo Feminino) é uma iniciativa da ONU lançada no ano passado, em Nova Iorque, em parceria com a Fundação das Nações Unidas e o Departamento de Estado Americano.

O dia escolhido foi 19 de novembro! Então se você é mulher e empreendedora: Parabéns! Hoje é seu dia.

Contudo os motivos para comemoração no Brasil ainda são poucos! O empreendedorismo feminino é muitas vezes a única alternativa para quem não quer se sujeitar ao mercado de trabalho opressor e machista.

O Empreendedorismo feminino vem ganhando cada vez mais força nos últimos anos. As mulheres brasileiras ainda não são a maioria entre os empresários, mas o número de empreendedoras cresceu 21,4% no período de dez anos (mais que o dobro do que os homens).

De cada dez empresas em atividade no Brasil, três são comandadas por mulheres. Segundo dados do Sebrae, as mulheres empreendedoras no Brasil são mais escolarizadas e têm mais acesso a informações do que os homens empreendedores. 52% dos novos empreendedores (menos de três anos e meio de atividade) são mulheres. Cerca de 50% desse total são MEI (Micro Empreendedores Individuais).

Um dos fatores para o alto crescimento do empreendedorismo feminino é a falta de oportunidade e salários baixos. Levantamentos realizados anualmente pelo IBGE, com base na Pesquisa Mensal de Emprego, constatam que as mulheres recebem em média 30% menos do que os homens. Outro fator é a busca por flexibilidade que um negócio próprio oferece. Sendo dona do próprio negócio, a mulher consegue conciliar os horários do trabalho com os cuidados com os filhos e tarefas domésticas, papeis ainda predominantemente exercidos quase que com exclusividade pelas mulheres.

A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor – GEM realizada em 2011 analisou características dos empreendedores segundo sua motivação, gênero, idade, renda e escolaridade. Levando em consideração as repostas das mulheres em relação à motivação, as entrevistados descreveram dois aspectos que as levaram a criar seu próprio negócio. A primeira é por não possuírem opções de trabalho. E em segundo lugar iniciaram um novo negócio mesmo quando possuíam alternativas de emprego e renda com o intuito de conciliar família e trabalho e aumentar sua independência no trabalho.

Infelizmente o empreendedorismo ainda não é um caminho natural para as mulheres. Apesar do grande crescimento, os dados mencionados mostram que muitas mulheres optam pelo empreendedorismo por falta de oportunidade ou falta de disponibilidade do mercado de trabalho para conciliar trabalho e filhos.

É necessário discutir com toda sociedade sobre as condições de trabalho, a desigualdade salarial entre homens e mulheres, o papel da mulher-mãe e sua sobrecarga e todas as consequências deste panorama.

O empreendedorismo feminino, e consequentemente o empreendedorismo materno, deve crescer e se fortalecer. Mas deveria crescer como uma opção da mulher e não como a única alternativa encontrada!

Lutar por condições igualitárias no mercado de trabalho, creches de qualidade e para todos, igualdade na divisão das tarefas domesticas, igualdade na responsabilidade com os filhos é uma necessidade para que o empreendedorismo seja de fato uma escolha!

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